As Paraolimpíadas foram criadas para deficientes físicos, enquanto as
Olimpíadas Especiais (atualmente chamadas pelo nome em inglês, Special
Olympics, ou pela sigla SO) surgiram para deficientes intelectuais. Hoje
em dia, ambas abrem espaço para os dois tipos de atleta, mas a ênfase
original de cada uma permanece (nas Paraolimpíadas, por exemplo, só
natação, atletismo e tênis de mesa contêm classificação para
deficientes intelectuais).
Outra diferença é que as Special Olympics têm um caráter mais inclusivo
e menos competitivo. Criadas em 1968, elas ganham uma nova edição este
ano, de 25 de junho a 4 de julho, em Atenas, Grécia. O evento reunirá
7.500 atletas – 50 deles, brasileiros.
INCLUSÃO PELO ESPORTE
Conheça algumas regras e alguns heróis das Special Olympics, que rolam este mês em Atenas
TEM PARA TODOS
Neste ano, serão 22 esportes. Quatro são exclusivos: bocha, boliche,
patins e softball. Os outros 18 também estão na Olimpíada regular:
atletismo, badminton, basquete, caiaque, ciclismo, hipismo, futebol,
golfe, handebol, judô, ginástica artística, ginástica rítmica,
levantamento de peso, natação, tênis de mesa, tênis, vela e vôlei. Ainda
há dois esportes de exibição (natação em mar aberto e vôlei de praia) e
três reconhecidos, mas sem competições (críquete, floorball e netball)
MONTANDO OS TIMES
As SO aceitam defi cientes intelectuais acima de 8 anos, não importando
se a pessoa também apresenta defi ciências físicas. Os atletas são
divididos por gênero, faixa etária e habilidade (determinada pela
pontuação em torneios qualificatórios ou em testes específicos). A
formação e o confronto dos times também respeitam os níveis de
habilidade. Ao longo do torneio, também acontecem atividades lúdicas e
programas de treinamento da coordenação motora.
OS DONOS DA BOLA
O evento é promovido por uma fundação sem fins lucrativos, a Joseph P.
Kennedy Jr. Foundation. O Comitê Olímpico Internacional (organizador dos
Jogos Olímpicos) apenas reconhece as SO e permite o uso do termo
“Olympics”. A primeira edição internacional foi em 1970, mas elas só
passaram a ocorrer a cada quatro anos a partir de 1975.
COROA DE LOUROS
A americana Loretta Claiborne é considerada um dos expoentes das SO:
além de uma dúzia de medalhas em diferentes edições dos jogos, ela já
correu 25 maratonas regulares e terminou duas vezes entre as 100
melhores da Maratona de Boston.Outro grande exemplo é o medalhista
Eduardo Jose Rodriguez Herrera, da Guatemala, que já competiu em 11
provas regulares de triatlo Ironman
SIMPLIFICADO, MAS NEM TANTO
Em cada esporte, há modalidades adaptadas (a maioria) e não adaptadas,
para combinar inclusão com desafio. No futebol, por exemplo, há uma
versão com as regras da Fifa e outras em que as dimensões do campo são
menores, com sete ou cinco jogadores por time. Já na vela, há níveis
mais baixos (com técnicos manejando os barcos) e mais elevados (com
atletas especiais no controle)
TORÇA PELO BRASIL!
Nossa delegação será composta de 50 atletas e 17 técnicos. Muitos deles
passaram por eventos, competições e campeonatos estaduais e nacionais
organizados pelo braço brasileiro das SO. Aqui, já se praticam nove
esportes: atletismo, basquete, bocha, futebol, natação, ginástica
rítmica, tênis, tênis de mesa e hóquei sobre piso.
Há planos para a primeira Copa do Mundo de Futebol das Special Olympics, em 2013. Só não se sabe se o Brasil será a sede...
FONTES specialolympics.org, paraolympics.org, olympic.org, jpkf.org e
Revista Mundo Estranho
CONSULTORES Paulo Fonseca, presidente da Special
Olympics Brasil e Jon-Paul St. Germain, diretor-sênior de
desenvolvimento de esportes e competições das Special Olympics
internacional