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sábado, 29 de novembro de 2014

Adeus, Roberto! e até logo, Chapolin...



A vila hoje está assim... sem Festival da Boa Vizinhança, sem brincadeira da Cruz Vermelha, ninguém está caçando churruminos e nem esperando o dono da vila para dar uma pancada e nem pra cobrar o aluguel!


Em algum lugar, mesmo sem ser Peter Pan, ele nunca vai crescer. A gente nem faz ideia do valor e da genialidade dele, talvez nem ele mesmo o fizesse! O heroísmo dele vai além do Chapolin, ele é latino, de um país do terceiro mundo, cheio de "Chaves" espalhados por aí, e fez o mundo prestar a atenção no que ele tinha criado. E para muitos (principalmente pra mim), como é no Brasil, ele nunca deixará de ser um gênio.
Preparem um belo sanduíche de presunto, um suco de limão, que pareça tamarindo e tenha gosto de groselha, coloquem o filme do Pelé para passar no telão, um bilboquê novinho e um pirulito desses bem grandões. O Chavinho está voltando para casa. Agora vai, finalmente, ser apresentado para os pais, ganhar roupa nova, poder dormir em uma cama bem macia e jogar futebol com uma bola de nuvem, sendo o Luis Pereira, o Barbiroto, o João Marcos, o Ataliba ou quem quiser. Agora não tem mais piripaque, brinquedo velho, pipipipi ou cascudo na testa. Podem avisar Tangamandápio que o Jaiminho já reencontrou o seu velho amigo. Seu madruga também está feliz, pronto para continuar com as aulas de boxe. Avisem também, lá na Vila, que o Sr. Barriga pode entrar sem se preocupar com qualquer acidente, que a dona Florinda precisa contratar um novo garçom para o restaurante e para o Professor Girafales que, infelizmente, terá que retirar o nome do Chaves da chamada da escola. Tratem de dizer ao Quico e a Chiquinha para tirarem essa tristeza dos olhos e se lembrarem da promessa que fizeram: despedir sem dizer adeus jamais. O Chapolin poderá continuar sua busca atrás de Racha Cuca, Tripa Seca, fazendo suas travessuras com o Pirata Alma Negra e pra sempre poderá nos defender. O Chavinho está bem, brincando com o Godinez no carrossel e jogando ioiô com os anjos em uma praia como a de Acapulco, um verdadeiro paraíso, muito diferente da casa da bruxa do 71. Meu amigo de infância colocou a trouxinha nas costas e se mandou. Eu sei Chaves, foi sem querer querendo. Que travessura a sua, nos deixar assim tão de repente. Tinha que ser o Chaves mesmo.

Estaremos esperando você pra rir no mesmo lugar, no mesmo horário e no mesmo canal!
Isso, isso, isso!!!

Obrigado, mestre!